Depuração com tecnologias não convencionais, alternativa para núcleos pequenos

O tratamento com tecnologias não convencionais representa uma alternativa para municípios com menos de 2.000 habitantes, dada sua versatilidade e adaptabilidade, sua integração ao meio ambiente e seu menor custo de implantação e operação.

Este facto ficou patente na conferência sobre tratamento de águas residuais urbanas em cidades com um equivalente de população inferior a dois mil habitantes, realizada em Cáceres por iniciativa da Confederação Hidrográfica do Tejo.

Nível de purificação

O Presidente da Confederação, Juan Carlos de Cea, destacou o grande esforço realizado pela Espanha na área do saneamento e tratamento de águas residuais, actualmente complementado pelo fundo de saneamento e depuração do Plano de Medidas para o Crescimento, Competitividade e Eficiência (Plano CRECE), que permitiu um elevado nível de depuração em Espanha de populações com mais de 2.000 habitantes equivalentes.

Este esforço está ainda por completar em algumas bacias hidrográficas, como a do Tejo, caracterizada pela existência de um grande número de pequenos núcleos rurais, dispersos por um vasto território com importantes valores naturais e para o qual é também necessário cumprir os objectivos da União Europeia em matéria de tratamento de águas residuais.

Com este dia a Confederação Hidrográfica do Tejo (CHT) pretende ajudar as populações que têm menos recursos económicos e encontram maiores dificuldades em resolver a depuração das suas águas, para que conheçam novas técnicas de depuração adequadas às suas necessidades populacionais, mais económicas e eficientes.

Tecnologia não convencional

O tratamento com tecnologias não convencionais ou de baixo custo nestes pequenos centros populacionais não é hoje um problema técnico, segundo o presidente da Confederação Hidrográfica do Tejo, basta escolher o mais adequado para cada localidade e optimizar as dotações orçamentais municipais.

O tratamento com tecnologias não convencionais representa uma alternativa possível para estes municípios devido à sua versatilidade e adaptabilidade, sua integração ao meio ambiente e seu menor custo de implantação e exploração, o que os torna especialmente adequados para o tratamento de descargas urbanas de áreas rurais, onde limitações técnicas e econômicas podem comprometer seriamente a eficácia do tratamento de águas residuais, diz o CHT em um comunicado de imprensa.

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